segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

mgmt- this must be the place (talking heads)

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

A

ain't no sunshine when he's gone
só este que me faz doer a cabeça
um corpo tão jovem
a carregar esta eternidade
que dura dois duros dias
when he's gone
à espera do Outono e do autocarro
a saber-te alvo de outros raios (de sol)
representativos de outras décadas e de outro século


sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

T

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Casca de Nós 1 e 1/2

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

provavelmente a única entrada neste blog que se refere ao mesmo

já me tinha sido não-dito que este blog não prestava
agora venho pedir desculpa. É que ainda por cima a
maioria dos responsáveis pelos links naquela parte
que diz "ver por favor" não colocam entradas nos seus
blogs há meses e meses... Assim, fica para já estabelecido
o meu limite, a menos que o blog seja propositadamente
estático e imutável, ou seja, uma obra fechada, terminada,
que nem uma monalisa abrigada até do ar que a rodeia,
um blog que esteja mais de 3 meses sem ser "actualizado",
é retirado da lista do "ver por favor" e irá para um sítio
qualquer que o blospot lhes há-de ter reservado...

sábado, 19 de Setembro de 2009

Casca de Nós II


quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Casca de Nós


quinta-feira, 11 de Junho de 2009






terça-feira, 2 de Junho de 2009

E

era uma vez dois A's, um M e um R que decidiram formar um movimento mas por mais vezes que se encontrassem nunca se conseguiam organizar

quarta-feira, 29 de Abril de 2009

N

não gosto de portugal, nem daquela coisa que ali fica pelo meio a que chamam capital.

terça-feira, 14 de Abril de 2009

M.Q.S.C.T. primeira vez





quinta-feira, 2 de Abril de 2009

M.Q.S.C.T.


sexta-feira, 27 de Março de 2009

M.Q.S.C.T. e Entre o Vivo, o Não-Vivo e o Morto

domingo, 1 de Março de 2009

resposta ao poema "a casa o cão a cama os copos" de F.M.Silva

o cão o cigarro o café as canetas

ainda não saíste e a preguiça já entrou
tudo fica aborrecido,
especialmente estar sem ti,
e ver o teu reflexo nos olhos do nosso cão,
o teu sabor nas borras do café,
o fumo a desenhar os caracóis dos teus pêlos no peito.
e no meio da confusão de latidos e de tintas brancas e pretas
numa pintura a caneta preta e a marcador amarelo que tento fazer
do teu primeiro poema sobre o nosso cão a casa a cama os copos
apago o cigarro na chávena do café e molho o pincel nas lágrimas
que segredo ao nosso cão, conto-lhe como foi apaixonar-me
por ti mais uma vez e querer pedir-te:
ainda não fiques longe!

From Maria


sábado, 28 de Fevereiro de 2009

R
















1. retrospectiva
2. retrato de um escritor a olhar para outro
3. retrato de um escritor
4. diamante
5. onde

quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

acidente grave


acidente


sos






















sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

T

...a minha tia estava sempre a cortar. cortava tudo.
cortava tecidos e linhas para fazer roupa e os elásticos que por vezes se partiam e se soltavam das cuecas.
cortava as notícias dos jornais que mais lhe interessavam.
cortava as unhas das mãos e dos pés dela, do marido e dos filhos e cortava o cabelo a todos eles. cortava os envelopes para ler as cartas que as amigas lhe escreviam de tempos em tempos e também os envelopes com as contas da água, da luz e do telefone.
cortava a abertura fácil dos pacotes de leite, de bolachas e de massas.
cortava o caldo verde, as alfaces e outras couves.
cortava as fotografias de modo a caberem várias na mesma moldura, é que ela também cortava nos gastos...
mas no mês passado cortou os pulsos, coitada da Ti'Zoura... sempre a cortar qualquer coisa...

quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

R


























C


E

exposição no Maria Vai Com As Outras, Porto
um dia em abril 2009

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

c


sábado, 17 de Janeiro de 2009

O

antes não era assim,
os olhos humedeciam naturalmente.

M

primeiro pensámos que era um casamento, apesar do mau gosto dos trajes.
depois vimos sair da porta mais à direita, de quem de frente para a capela da estrela, quatro homens e um caixão.
"afinal..." pensámos. rodámos ambos a cabeça em direcção à estrada,
parecia ensaiado este nosso movimento, verificámos a presença do carro funerário, e de seguida voltámos o olhar para os quatro homens e um caixão e seguimo-los até ao carro.
não sei para onde olhou ele a seguir, eu continuei a olhar para os homens a separem-se do caixão, e senti-me incomodada com a indiferença que me assaltou, ou não, tantas vezes senti a cabeça quase a explodir, por pensar na morte, no fim, no vazio, e agora nada, tive até a ousadia de pensar que aquele carro funerário era, como todos os outros carros que estão na moda, cinzento metalizado…
aproximámo-nos da porta mais à esquerda, ele perguntou-me se queria entrar, encolhi os ombros e ele concordou que não com um “eh!”
entrámos então pelo portão do lado oposto da estrada para o jardim da estrela, onde os patos não nos provocaram tanta indiferença.
vimos árvores com mais de 100 anos cravadas de assinaturas a canivete de pessoas com menos de 15, vimos uma estátua de mármore com um pénis desenhado com spray roxo.
comentámos que os cactos crescem muito depressa e que tivemos na nossa antiga casa uma árvore igual a uma que lá estava. assistimos ainda a uma curta cena de acasalamento entre pombos e soltámos algumas gargalhadas.
À saída voltámos a olhar para a capela, estava mais bonita do que quando lá tínhamos chegado, ele disse “hoje já não se constroem coisas assim…”, e eu ia-lhe mostrar a minha opinião sobre esse assunto mas fomos interrompidos por um homem que vendia pequenas peças em ardósia, disse que vivia na rua, junto à capela, tinha uma filha com doze anos, e que era o seu aniversário, demos-lhe 50 cêntimos mas não quisemos nenhuma peça.

quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

H

Hoje não há festa
Há sangue espalhado
Há vidros partidos
Corações parados, abandonados
Hoje não há televisão
Há o som dos carros apressados e as pinturas que ficaram(ão) por pendurar
na parede
Hoje não. Há-manhã

lado B


lado A


segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

R

Complexo
Complexo sem pêlo, nem pelo tecto
Complexo não se repete
Completo de pêlos
Complexo de rato, ratazana
Com pêlo de rato, complexo correcto
Com ratos no tecto, e no pesadelo que se repete
Contracto completo, assinado
Coitado do rato assassinado
“Coitado, coitado…” repete no pesadelo
Culpado com o peito pesado dos pêlos
Cai sobre si o tecto assim em cacos
Caminham ratos entre os bocados do morto
“Coitado do rato…” morreu no buraco
Coitado do rato, cortaram-lhe os pêlos da rata

G

Não gosto dos beijos a seguir ao banho.
Nem da tua barba lavada ou da tua nuca perfumada.
Não gosto da menta que muda o cheiro da tua voz,
nem do creme hidratante.
Gosto da tua saliva com sabor a cerveja, a escorrer
dos teus dedos para os meus lábios.
Gosto do suor que se entranha nas unhas junto à
pele que te arranco das costas.
Gosto do meu sabor a sangue, a ferro e dos restos de
cinza na tua barriga.
Gosto do pó acumulado nas coisas que preenchiam o
meu tempo antes de te encontrar.
Não gosto da água quente que limpa a minha pele,
nem que nenhuma outra toque na tua.

P

Os príncipes são para as princesas.
Ora eu, quase cigana, e tu, quase vagabundo, beijamo-nos
para transformar um conto de encantar num campo de
batalha, de pó, sangue e cinzas, onde à noite acampamos e
olhamos para o céu, concedendo algum brilho dos
nossos olhos às estrelas que iluminam os príncipes e as
princesas, esses que adormecem de costas
e acordam com a maquilhagem intacta…

C

Não confies em nada, muito menos no tempo, às vezes estás a falar dele
e ele já nem sequer está lá (aqui também já não está).
Não confies na tua cabeça, porque ela pode ter-se desenvolvido sob uma
estranha forma, quem sabe, alienígena, e enganar-te. Nem confies aos
teus pés o teu caminho porque eles podem levar-te a sítios onde tu não
queres ir. Não confies no que as tuas mãos escrevem porque alguns erros
podem não ser apenas ortográficos. Nem confies nos remédios caseiros
confeccionados pela tua avó porque o quintal onde ela vai apanhar as
ervas não está vedado e nunca se sabe que cães lá fizeram xixi…

a primeira coisa a fazer

video

N


provérbio popular



K






















maria do carmo


S

Se a minha cabeça fosse uma feira popular e a minha memória uma montanha russa,
serias uma subida ou uma descida?

WM


A


faz de conta


sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

C, 2004


D

Desculpa, mas…

Tenho a pele dura, pêlos de bicho-do-mato e não cheiro a cremes ou perfumes.
Tenho mãos e unhas sempre sujas.
Sou rude nas palavras e tenho um jeito meio cigano de tratar os sentimentos. Não gosto da ideia de estar a perder. Já menti, já enganei e já roubei muita coisa.
Tenho o cabelo escuro, sobrancelhas grossas e carregadas (alguns chamam-nos “mouros”).
Não te faço lembrar ninguém, a minha beleza termina por aí… não tenho olhos verdes e grandes.

+ livro (de artista)
















livro (de artista)
















+ LAPISEIRA - projecto com cláudio pereira, luís pucarinho e helder tse tse











LAPISEIRA - projecto com cláudio pereira, luís pucarinho e helder tse tse






















do exército da avó : RESERVA E SECRETARIA




do exército da avó : ULTIMATO


do exército da avó : MUNIÇÃO





M

Empenem-se as grades das telas, morram os pincéis, tesos, afogados numa piscina seca de aguarrás no fundo de um copo. Soltem-se os agrafos e os pregos. Partam-se as pontas dos lápis e os meios e os fins e as outras pontas. Afrouxem-se as tesouras, os x-actos e os compassos. Derretam-se as borrachas, as ceras, os látexes e os linóleos. Sequem as tintas, de água, de óleo, da china, plásticas e de esmalte, em lata, em tubo, em pastel e em pó. Ardam os esboços, em papel cavalinho, vegetal, canson, cartolinas, celofane, crepes, crafts, de manteiga, reciclados, prensados, amarrotados, pintados, colados, envelhecidos, de algodão, de fibra em decomposição, de embrulho e de rascunho, apaguem-se nas pastas encostadas às paredes, ardam os projectos, os grandes, os pequenos, os geniais, os pouco interessantes, os semi e os quase acabados. Rasguem-se os panos, apodrecidos, comam-nos os ratos, as aranhas, e outros bichos. Foda-se o retrato com a monalisa, e o nu com a arte abstracta, deixe-se a metáfora foder o realismo e a tecnologia o naturalismo...

F

Foi, pois foi. Falaste, ficamos parados e combinamos qualquer coisa.
Depois faltaste e não falaste, nem ficaste à minha espera. Voltei para procurar-te. Para falar mas depois vi, percebi, que entre nós não há fala nem nenhuma palavra que comece por “F”.

da série "Ora tu quase vagabundo..."

uma coisa imprecisa, caneta s/papel, 2008-----a sina, caneta s/papel, 2008
uma pessoa fria, caneta s/papel, 2008-----evoramonte, caneta s/papel, 2008

calendário, técnica mista s/papel, 2008--------finalmente, o significado da arte, técnica mista s/papel, 2008


barba, caneta s/papel, 2008----o que é que tu achas dos umpa-lumpas?, caneta s/papel, 2008



baralho de poesia, caneta s/papel, 2008----poesia do caralho, caneta s/papel, 2008





+ da série "o que eu queria era fazer coisas mais hard-core"

bia e , técnica mista s/papel, 2007-------s/título, caneta s/papel, 2007



inventário de natal, caneta s/papel, 2007---excerto do poema "inventário" de alexandre o´neill, tinta da china s/papel, 2007

+ da série "o que eu queria era fazer coisas mais hard-core"

imagem mental (olhos fechados) I, II e III, acrílico s/papel, 2007

lista I, II e III, acrílico s/papel, 2007



quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

da série "o que eu queria era fazer coisas mais hard-core"

doméstica, técnica mista s/papel, 2007 ------ punk no jardim, técnica mista s/papel

s/título, tinta da china s/papel, 2007----------s/título, tinta da china s/papel, 2007

pessoa I, caneta s/papel, 2007----------pessoa II, caneta s/papel, 2007